Foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o reajuste de 34,34% referente à tarifa de energia elétrica. A maior parte desse reajuste é devido o aumento no valor da transmissão da energia. A transmissão é o processo que repasse da energia da Usina para a concessionária de energia. Esse reajuste foi de pouco mais de 29%. Não resta dúvida que esse aumento é abusivo e imoral, já que o Pará é um dos principais produtores de energia elétrica do País, com a Usina Hidroelétrica (UHE) de Tucuruí e com a construção de novas usinas no rio Tapajós e no Xingu.
Para os paraenses, esse aumento é imoral. A conta de energia mensal está entre uma das mais altas do Brasil. Essa distorção entre a produção de energia e a conta do consumo da população é devido a uma lógica terrível de privilegiar a produção de energia para grandes empresas mineradoras, que já gozam, inclusive, de incentivos fiscais. O fator de aumento da tarifa, certamente impactará na inflação do Estado, o que trará para os trabalhadores grande dano em seus salários e em sua qualidade de vida.
Os bancários do Banco da Amazônia não estão isentos desse prejuízo, pelo contrário, sofreram mais esse impacto. Os baixos salários da categoria, a falta de patrocínio do plano de saúde e de um PCS digno arrasta para baixo a remuneração liquida dos empregados do Banco.
A CONTRAF-CUT com apoio do SEEB-PA decidiram por não enfrentar, nessa campanha salarial, as verdadeiras demandas dos trabalhadores. A pauta destes, reivindica pouco mais de 12%, o que é vergonhoso, frente as perdas históricas da categoria bancária, e ao aumento da inflação até o fim do ano. Esse ano, nem chegou o “aumento real” e já foi embora só na conta de energia elétrica.
O reajuste pedido pela CONTRAF-CUT tem como objetivo acabar, o mais rápido possível, com a campanha salarial e fazer campanha eleitoral para a candidata Dilma do PT. A CONTRAF-CUT e SEEB-PA estarão determinados a empurrar, goela abaixo, um reajuste medíocre aos empregados do Banco da Amazônia.
Desde já, a AEBA posiciona-se reivindicando por um reajuste maior ao índice da FENABAN, volta imediata do patrocínio do Banco ao plano de saúde, PCS capaz de melhorar a remuneração e carreira dos empregados. Não cairemos mais nesse engodo do ganho real, queremos um ganho real de verdade, que compense os altos custos de vida e enfrente o nosso arrocho salarial.
