BASA – DIAGNÓSTICO – PARTE 02/10
CRISE DE IDENTIDADE
O BASA é banco de mercado ou banco de desenvolvimento? De acordo com dados cadastrais das instituições financeiras, o BASA é um banco comercial e, por via de consequência, um banco de mercado, convindo destacar que é um dos poucos bancos comerciais que ainda subsistem no cenário nacional, já que a grande maioria se transformou em banco múltiplo, inclusive o BNB. Logo, em razão do exposto, o BASA não é banco de desenvolvimento, mas insiste que deve atuar como banco de desenvolvimento. Está em seus estatutos; consta de seus planos de ação (sempre não cumpridos); finge agir como agente financeiro da Amazônia e tem vergonha de se mostrar como banco de mercado. Resultado: não consegue usufruir das vantagens mercadológicas acessíveis a todos os demais bancos de mercado e não consegue funcionar como banco de desenvolvimento por incompatível com a sua finalidade comercial, deixando de obter recursos necessários à sua sobrevivência nos dois segmentos.
Esta crise de identidade produz consequências desastrosas para o BASA, impedindo a sua permanente modernização. É espantoso que após 16 anos de aposentado, reencontrei o Banco com as mesmas distorções e, principalmente, sendo dirigido por pessoas altamente incompetentes. Em certos segmentos, como a TI, a situação está até pior.
O BASA perdeu o trem da globalização, quando poderia se internacionalizar. Nenhum banco brasileiro dispõe de tantas credenciais para atuar no exterior como o BASA. Só o fato de ser o agente indutor do desenvolvimento sustentável na floresta amazônica (cobiçada internacionalmente), poderia lhe render milhões de dólares, muitos desses valores a custo zero ou a fundo perdido. O BASA perdeu o trem do protocolo de Kioto e poderia estar a frente do recebimento dos créditos de carbono, em especial dos Estados Unidos e da China, que já demonstraram interesse nesse negócio e, com isso, poderiam até aderir ao referido protocolo. O BASA perdeu o trem da Reengenharia, quando poderia se modernizar administrativamente, reduzindo elevados custos e aumentando a eficiência mercadológica. O BASA perdeu o trem da multiplicidade bancária, quando poderia se reestruturar como banco múltiplo com carteira de desenvolvimento, dando transparência a todas as suas atividades e, o que é desolador, perdeu e vem perdendo de goleada o trem da TI, principal instrumento de apoio a qualquer atividade, tanto da retaguarda como da linha de frente, em especial o atendimento das necessidades da clientela.
Ao analisar o balanço do primeiro semestre do BASA, fiquei estarrecido com certos dados como a irrisória rentabilização do PL, o lucro líquido de R$ 44 milhões diante de um ativo de R$ 10 bilhões, a provisão do FNO de quase R$ 600 milhões, que futuramente será certamente transferido para prejuízo, a brutal despesa administrativa em dissonância com o seu porte, além de outros e mais outros itens que retratam de forma inconteste a incompetência de sua gestão atual e das anteriores.
É lamentável a situação de desmonte a que o BASA chegou, em que figura como principal motivo a crise de identidade porque vem passando há muitos anos. O BASA não tem foco, não tem objetivos, não tem representatividade, não tem política de valorização de seus recursos humanos, não tem rumos, não tem perspectivas de futuro e não tem planos de ação voltados para sua finalidade. Será que estamos na situação de esperar a morte do BASA, a morte da CAPAF, a morte da CASF e a nossa própria morte? Não consigo pensar assim. Alguma coisa tem que ser feita e deveríamos estar a frente disso.
José Roberto Duarte
e-mail: robertoduarte2@oi.com.br
CRISE DE IDENTIDADE
O BASA é banco de mercado ou banco de desenvolvimento? De acordo com dados cadastrais das instituições financeiras, o BASA é um banco comercial e, por via de consequência, um banco de mercado, convindo destacar que é um dos poucos bancos comerciais que ainda subsistem no cenário nacional, já que a grande maioria se transformou em banco múltiplo, inclusive o BNB. Logo, em razão do exposto, o BASA não é banco de desenvolvimento, mas insiste que deve atuar como banco de desenvolvimento. Está em seus estatutos; consta de seus planos de ação (sempre não cumpridos); finge agir como agente financeiro da Amazônia e tem vergonha de se mostrar como banco de mercado. Resultado: não consegue usufruir das vantagens mercadológicas acessíveis a todos os demais bancos de mercado e não consegue funcionar como banco de desenvolvimento por incompatível com a sua finalidade comercial, deixando de obter recursos necessários à sua sobrevivência nos dois segmentos.
Esta crise de identidade produz consequências desastrosas para o BASA, impedindo a sua permanente modernização. É espantoso que após 16 anos de aposentado, reencontrei o Banco com as mesmas distorções e, principalmente, sendo dirigido por pessoas altamente incompetentes. Em certos segmentos, como a TI, a situação está até pior.
O BASA perdeu o trem da globalização, quando poderia se internacionalizar. Nenhum banco brasileiro dispõe de tantas credenciais para atuar no exterior como o BASA. Só o fato de ser o agente indutor do desenvolvimento sustentável na floresta amazônica (cobiçada internacionalmente), poderia lhe render milhões de dólares, muitos desses valores a custo zero ou a fundo perdido. O BASA perdeu o trem do protocolo de Kioto e poderia estar a frente do recebimento dos créditos de carbono, em especial dos Estados Unidos e da China, que já demonstraram interesse nesse negócio e, com isso, poderiam até aderir ao referido protocolo. O BASA perdeu o trem da Reengenharia, quando poderia se modernizar administrativamente, reduzindo elevados custos e aumentando a eficiência mercadológica. O BASA perdeu o trem da multiplicidade bancária, quando poderia se reestruturar como banco múltiplo com carteira de desenvolvimento, dando transparência a todas as suas atividades e, o que é desolador, perdeu e vem perdendo de goleada o trem da TI, principal instrumento de apoio a qualquer atividade, tanto da retaguarda como da linha de frente, em especial o atendimento das necessidades da clientela.
Ao analisar o balanço do primeiro semestre do BASA, fiquei estarrecido com certos dados como a irrisória rentabilização do PL, o lucro líquido de R$ 44 milhões diante de um ativo de R$ 10 bilhões, a provisão do FNO de quase R$ 600 milhões, que futuramente será certamente transferido para prejuízo, a brutal despesa administrativa em dissonância com o seu porte, além de outros e mais outros itens que retratam de forma inconteste a incompetência de sua gestão atual e das anteriores.
É lamentável a situação de desmonte a que o BASA chegou, em que figura como principal motivo a crise de identidade porque vem passando há muitos anos. O BASA não tem foco, não tem objetivos, não tem representatividade, não tem política de valorização de seus recursos humanos, não tem rumos, não tem perspectivas de futuro e não tem planos de ação voltados para sua finalidade. Será que estamos na situação de esperar a morte do BASA, a morte da CAPAF, a morte da CASF e a nossa própria morte? Não consigo pensar assim. Alguma coisa tem que ser feita e deveríamos estar a frente disso.
José Roberto Duarte
e-mail: robertoduarte2@oi.com.br
