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EVANDRO SHOW EVANDRO SHOW enviado em 03/10/2013 as 03:00
SEM NEGOCIAÇÃO, GREVE DOS CORREIOS VAI PARA O TST.
Funcionários dos Correios estão parados há 15 dias. Não há negociação.
Sem perspectiva de negociação, o desfecho da greve dos trabalhadores dos Correios, que hoje completa 15 dias, será decidido pela Justiça. E já tem até data marcada: a próxima terça-feira, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) fará sessão extraordinária para julgar o dissídio coletivo, a partir das 14h30. Em Curitiba, a categoria realiza amanhã, a partir das 8h30, a segunda manifestação para denunciar o que chama de “intransigência” da estatal.
Na segunda-feira, a empresa enviou à Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (Fentect) resposta negativa à contraproposta
apresentada pelos empregados. No ofício, a direção informa que o reajuste de 8% sobre o salário base e de 6,27% nos benefícios é o limite do que pode conceder e vai aguardar o resultado do dissídio no TST.
Na avaliação do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), a resposta era esperada. “Com lucro bilionário e investimentos
milionários em patrocínios, a empresa ainda tem a cara de pau de dizer aos trabalhadores que não tem dinheiro pra nos dar aumento decente. Nós, que
somos a fonte de lucro da ECT, somos obrigados a aceitar migalhas”, critica a entidade, em texto publicado em seu site. Os sindicalistas destacam ainda que
a empresa silenciou a respeito do pedido de manutenção do plano de saúde, uma das principais reivindicações da categoria. O Sintcom-PR diz que está
disposto a negociar, mas se a estatal esperar o dissídio, os empregados continuarão de braços cruzados.
Bancos
Já os bancários chegaram ontem ao 13.º dia de paralisação com 338 agências fechadas na Grande Curitiba. Em todo o Estado, são 1.125 unidades sem
atendimento e 26,1 mil trabalhadores de braços cruzados - dos quais 14,2 mil na capital e região, o que representa cerca de 80% da categoria.
Todas as agências do Banco do Brasil e da Caixa estão fechadas na cidade. Quase todos os postos de atendimento do Santander e do Itaú não funcionam.
Já as unidades do Bradesco e do HSBC estão abertas, com atendimento normal, devido às decisões judiciais obtidas pelas instituições.
(fonte ) - Paraná Online
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PARA REFLEXÃO :
Para que uma greve seja justa, deve cumprir os mesmos requisitos exigidos no caso da guerra justa.

A licitude da greve está fundada em condições similares à licitude da guerra: causa justa, ausência de outros meios e declarada pela autoridade competente.

Tanto a guerra justa como a greve justa precisam ser situadas, para a sua consideração ética, no marco do conflito: a concepção da greve foi entendida como luta e enfrentamento para alcançar seus objetivos seguindo o velho slogan do marxismo: "Para fazer uma omelete, há de se quebrar os ovos", ou seja, não importam os meios, o importante é chegar aos objetivos.

Na greve, apresenta-se um processo no qual quem vence é o mais forte, ainda que este não tenha razão. Por isso, assim como na guerra, a greve será o último procedimento, com tal de que a justiça triunfe. Enquanto existir alguma esperança de chegar a um acordo por meio de outro procedimento, da intervenção da autoridade etc., a greve não tem justificação ética.

O direito à greve tem limites, quando o que está em jogo é o bem de terceiros inocentes.

Nem todas as greves produzem os mesmos efeitos. Algumas produzem efeitos irrecuperáveis. Por exemplo, uma greve de médicos pode ocasionar a morte de pacientes - que não voltarão a esta vida depois da resolução do conflito.

O princípio de proporcionalidade é teoricamente claro para ser aplicado ao caso da greve de professores. O problema surge sobre a licitude de fazer greve em profissões ou categorias cuja ação pode produzir efeitos irremediáveis em terceiros: profissões médicas, educativas. Por isso, as autoridades democráticas e os encarregados de organizar a greve devem garantir serviços mínimos, para que seja justificada.
E ASSIM CAMINHA A HUMANIDADE...
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