Reservo-me o direito de não concordar com o que falou ou teria falado o Valmir Rossi a respeito dos gerentes do BASA. Não concordo porque como gestor de um Banco de desenvolvimento regional, tal como o BASA, queiramos ou não, o Valmi não tem o direito de comparar alhos com bugalhos. É grotesco depreciar os gerentes do BASA com os do Banco do Brasil, quando as diferenças entre eles começam pela abissal distância entre os salários pagos a um e a outro; é grotesco ignorar que a política de RH do BB inclui programas de qualificação de gerentes, o que não acontece no BASA, Gostaria de concordar com você, Realista do dia 24, quando diz que o Valmir não tem coragem de fazer as mudanças que precisam ser feitas; só não concordo porque você apenas lamenta o fato e lamentar não leva a nada. Só dois motivos podem impedir que o Valmir faça as mudanças que o Banco precisa: Ou por incompetência ou porque veio encomendado para continuar o processo de esfacelamento do Banco, visando a sua liquidação e não mais a sua incorporação pelo Banco do Brasil. É o que se deduz quando se vê as peças publicitárias do BNDES e da CAIXA na TV onde claramente anunciam financiamentos antes concedidos apenas pelos Bancos de Desenvolvimento Regional; moral da história é que o que fazemos já está sendo transferido para outros bancos estatais, portanto estamos diante de um processo de esvaziamento das atribuições do BASA, como de todos os Bancos regionais. Uma coisa seria incorporar o BASA e demais bancos regionais, outra é apenas suprimir as suas atribuições, extingui-los, portanto. Se a falta de coragem do Valmir decorre de incompetência temos que sabe que não é por conta disso que ele caparia o gato. Então é melhor que procuremos ajuda-lo. No seu caso, apontando os nome e demonstrando os fatos para que ele possa dispensá-los, tudo conforme manda o figurino. Lembre-se que a lei garante aos aposentados pelo INSS, querendo, manter os seus vínculos trabalhistas, no caso, com o Banco. Mas qualquer contrato de trabalho visa o trabalho e não o ócio, logo, por mais difícil que seja provar a ociosidade do empregado e caracterizá-lo como motivo de dispensa por justa causa pode o Banco dispensar os ociosos, sem justa causa, na pior das hipóteses. Precisa somente avaliar o custo benefício da medida, considerando o valor da rescisória, incidente sobre o saldo da conta de FGTS do empregado(a). Pensa um pouquinho nisto, meu prezado Realista, e então decide se vais ou não ajudar o Rossi. É bem mais útil e digno do que ficares acusando, sem identificar, os teus colegas, aposentados ou não de ociosos. Ah, se tens certeza de que no BB não há ociosos, é possível que faças parte do esquema Rossi. Só que, no caso, não o estás ajudando com o melhor do teu vigor.
