Senhor Presidente Walmir Rossi,
Foi o poeta Drumond quem falou em "preparar uma canção que acordasse os homens e adormecesse as crianças"
O Banco da Amazônia precisa desta canção.Há algum tempo, precisa.
Uma canção que nos acorde a todos para os tempos em que vivemos.Que jogue fora o saudosismo e nos sacuda com a necessidade da modernização, de termos uma estrutura mais leve, mais ágil,capaz de competir e que nos conduza a ocupar espaços e salvaguardar a razão de ser do Banco: a sua função social, também ela carente de modernidade.
Uma canção que nos ensine a percebermos que os tempos são outros e precisamos captar bem para melhor distribuirmos, desenvolvendo a região, diminuindo as distâncias sociais alarmantes e contribuindo para a melhoria das condições de vida do povo amazônida.
precisamos da canção que acorde os homens. Mas precisamos também de uma canção que acalente e adormeça nossos filhos.
E, quando mais precisávamos acordar assim para estes novos tempos, com a compreensão nítida de que uma mudança cultural não se dá da noite para o dia, fomos sacudidos,sim, mas pelo pranto das crianças. E esta dor nos dói muito. Pesa muito.Esmaga demais...Sim, há algum tempo, há algumas administrações, o funcionalismo vem sofrendo muito.
Ele está pisado, maltratado, humilhado. Em muitas mesas já falta o pão, a muitas escolas já não vão nossos filhos, nos rechaçam os médicos e ao travesseiro falta paz e povoam as incertezas quanto ao nosso futuro. E tudo isso repercute em nosso trabalho, não há dúvida.
Estamos vendo o quê?
Quando precisamos de confiança, vemos um Banco centralizado. Quando queremos um Presidente que negocie novos espaços, que reconquiste os grandes bons clientes que já se foram, que recupere a imagem do Banco na nossa sociedade e sua função. Não queremos um gerentão preocupado com o caixa não sei de onde, ou se deleitando em buscar filigranas nos MN e/ ou NP'S.
O desespero cresce na medida em cada um de nós se sente ameaçado, pois notícias nos chegam de que o Banco está sendo condenado em diversas esferas judiciais, citado em acórdãos de tribunais de controles externos por irregularidades que chegam a soar-nos como verdadeiros escândalos, enquanto a gente espera ansiosamente por um desmentido amanhã, amanhã que jamais amanhece.
Ficamos humilhados porque nosso orgulho foi ferido: amamos nosso trabalho não apenas pela segurança que ainda aparenta ou pelas vantagens de outros tempos.Amamos porque todo mundo considera um Banco Federal uma reserva moral, templo de dignidade, seriedade e grandeza. E este sonho se desmancha e esvai-se por nossos dedos impotentes, trêmulos de revolta, indignação- e por que não dizê-lo- de medo da incerteza do amanhã.
Há algum tempo, um novo modêlo de negócios junto com uma reestruturação, somado, mais recentemente com uma tal de Lateralidade, trouxe a máscara do terror, da humilhação e da sobrecarga de trabalho que ,indubitavelmente, comprometeu toda a eficiência operacional do Banco.Estamos sendo humilhados como incompetentes, “laranjas podres, maus balconistas, gracinhas", após tantos anos de trabalho e dedicação. E com que cara voltamos para casa e explicamos isso a nossos cônjuges, a nossos filhos, aos colegas, amigos, parentes? À comunidade, enfim? Enxotados por incompetência, dizem todos.
"Um homem se humilha se castram seu sonho.
Seu sonho é sua vida e vida é trabalho.
E, sem o seu trabalho, um homem não tem honra...
e, sem a sua honra, se morre, se mata."
E aí, Sr. Presidente, conclui o poeta Gonzaguinha: "Não dá pra ser Feliz"
É, muito grito contido, muita lágrima embargada, muito pranto escondido, muita dor atravessada.
E, para completar, o arrocho salarial: os agiotas povoam as portas da matriz e das agências, as cobranças povoam nossos sonos, a rolagem das dívidas é uma questão de vida ou morte. E veio o cheque amazônia estourado... e veio a inadimplência do Chesal, do AmazoniaCard..
Só resta sonhar com mudança: novos ventos, novo tempo. E o funcionalismo externa isto com clareza nas conversas informais acerca das expectativas logo que surgem rumores de que um novo Presidente será nomeado para o Banco:"esperança", "dias melhores"- são palavras de ordem.
O tempo passa. Sobra mais mês no fim do ordenado. E não dá mais pra segurar, a ponto de que tudo possa explodir, explodir de uma maneira incontida, caso não haja um esforço de sérias negociações nesta campanha salarial que está ocorrendo e já no limiar de uma forte Greve.
Não podemos ficar encurralados. O momento exige de todos nós que corramos atrás de tantos prejuízos e recoloquemos o Banco no lugar que é seu.
Uma expectativa ainda nos alenta, apesar de tudo que está sendo feito para a não sobrevivência desta casa: É a expectativa de um gesto. Um gesto de grandeza do mandatário excelsior do maior Banco de fomento desta região.
E, particularmente, queremos lhe dizer que acreditamos neste gesto, pois entendemos que "Banco é confiança", e aqui se recorda um nordestino que ganhou o mundo com suas teorias sobre educação, o professor Paulo Freire que nos dá esta lição: ' A fé nos homens é um dado a priori do diálogo. A confiança, não. A confiança só se instaura à medida que o diálogo se faz.
Precisamos recuperar esta confiança, Senhor Presidente.
Vossa Senhoria precisar apenas sinalizar com um simples gesto de que isto é possível, e todos ansiosamente esperamos por isto. Podemos recuperar esta confiança e torcemos para que os caminhos confluam.
Finalizo, Sr. Presidente, dizendo-lhe que este gesto é necessário.É o gesto da pacificação. Um gesto que sane toda essa dor. Um gesto difícil, bem sei, que exige desprendimento. Mas tenho certeza que toda esta ferida só se cura com grandeza.
Foi o poeta Drumond quem falou em "preparar uma canção que acordasse os homens e adormecesse as crianças"
O Banco da Amazônia precisa desta canção.Há algum tempo, precisa.
Uma canção que nos acorde a todos para os tempos em que vivemos.Que jogue fora o saudosismo e nos sacuda com a necessidade da modernização, de termos uma estrutura mais leve, mais ágil,capaz de competir e que nos conduza a ocupar espaços e salvaguardar a razão de ser do Banco: a sua função social, também ela carente de modernidade.
Uma canção que nos ensine a percebermos que os tempos são outros e precisamos captar bem para melhor distribuirmos, desenvolvendo a região, diminuindo as distâncias sociais alarmantes e contribuindo para a melhoria das condições de vida do povo amazônida.
precisamos da canção que acorde os homens. Mas precisamos também de uma canção que acalente e adormeça nossos filhos.
E, quando mais precisávamos acordar assim para estes novos tempos, com a compreensão nítida de que uma mudança cultural não se dá da noite para o dia, fomos sacudidos,sim, mas pelo pranto das crianças. E esta dor nos dói muito. Pesa muito.Esmaga demais...Sim, há algum tempo, há algumas administrações, o funcionalismo vem sofrendo muito.
Ele está pisado, maltratado, humilhado. Em muitas mesas já falta o pão, a muitas escolas já não vão nossos filhos, nos rechaçam os médicos e ao travesseiro falta paz e povoam as incertezas quanto ao nosso futuro. E tudo isso repercute em nosso trabalho, não há dúvida.
Estamos vendo o quê?
Quando precisamos de confiança, vemos um Banco centralizado. Quando queremos um Presidente que negocie novos espaços, que reconquiste os grandes bons clientes que já se foram, que recupere a imagem do Banco na nossa sociedade e sua função. Não queremos um gerentão preocupado com o caixa não sei de onde, ou se deleitando em buscar filigranas nos MN e/ ou NP'S.
O desespero cresce na medida em cada um de nós se sente ameaçado, pois notícias nos chegam de que o Banco está sendo condenado em diversas esferas judiciais, citado em acórdãos de tribunais de controles externos por irregularidades que chegam a soar-nos como verdadeiros escândalos, enquanto a gente espera ansiosamente por um desmentido amanhã, amanhã que jamais amanhece.
Ficamos humilhados porque nosso orgulho foi ferido: amamos nosso trabalho não apenas pela segurança que ainda aparenta ou pelas vantagens de outros tempos.Amamos porque todo mundo considera um Banco Federal uma reserva moral, templo de dignidade, seriedade e grandeza. E este sonho se desmancha e esvai-se por nossos dedos impotentes, trêmulos de revolta, indignação- e por que não dizê-lo- de medo da incerteza do amanhã.
Há algum tempo, um novo modêlo de negócios junto com uma reestruturação, somado, mais recentemente com uma tal de Lateralidade, trouxe a máscara do terror, da humilhação e da sobrecarga de trabalho que ,indubitavelmente, comprometeu toda a eficiência operacional do Banco.Estamos sendo humilhados como incompetentes, “laranjas podres, maus balconistas, gracinhas", após tantos anos de trabalho e dedicação. E com que cara voltamos para casa e explicamos isso a nossos cônjuges, a nossos filhos, aos colegas, amigos, parentes? À comunidade, enfim? Enxotados por incompetência, dizem todos.
"Um homem se humilha se castram seu sonho.
Seu sonho é sua vida e vida é trabalho.
E, sem o seu trabalho, um homem não tem honra...
e, sem a sua honra, se morre, se mata."
E aí, Sr. Presidente, conclui o poeta Gonzaguinha: "Não dá pra ser Feliz"
É, muito grito contido, muita lágrima embargada, muito pranto escondido, muita dor atravessada.
E, para completar, o arrocho salarial: os agiotas povoam as portas da matriz e das agências, as cobranças povoam nossos sonos, a rolagem das dívidas é uma questão de vida ou morte. E veio o cheque amazônia estourado... e veio a inadimplência do Chesal, do AmazoniaCard..
Só resta sonhar com mudança: novos ventos, novo tempo. E o funcionalismo externa isto com clareza nas conversas informais acerca das expectativas logo que surgem rumores de que um novo Presidente será nomeado para o Banco:"esperança", "dias melhores"- são palavras de ordem.
O tempo passa. Sobra mais mês no fim do ordenado. E não dá mais pra segurar, a ponto de que tudo possa explodir, explodir de uma maneira incontida, caso não haja um esforço de sérias negociações nesta campanha salarial que está ocorrendo e já no limiar de uma forte Greve.
Não podemos ficar encurralados. O momento exige de todos nós que corramos atrás de tantos prejuízos e recoloquemos o Banco no lugar que é seu.
Uma expectativa ainda nos alenta, apesar de tudo que está sendo feito para a não sobrevivência desta casa: É a expectativa de um gesto. Um gesto de grandeza do mandatário excelsior do maior Banco de fomento desta região.
E, particularmente, queremos lhe dizer que acreditamos neste gesto, pois entendemos que "Banco é confiança", e aqui se recorda um nordestino que ganhou o mundo com suas teorias sobre educação, o professor Paulo Freire que nos dá esta lição: ' A fé nos homens é um dado a priori do diálogo. A confiança, não. A confiança só se instaura à medida que o diálogo se faz.
Precisamos recuperar esta confiança, Senhor Presidente.
Vossa Senhoria precisar apenas sinalizar com um simples gesto de que isto é possível, e todos ansiosamente esperamos por isto. Podemos recuperar esta confiança e torcemos para que os caminhos confluam.
Finalizo, Sr. Presidente, dizendo-lhe que este gesto é necessário.É o gesto da pacificação. Um gesto que sane toda essa dor. Um gesto difícil, bem sei, que exige desprendimento. Mas tenho certeza que toda esta ferida só se cura com grandeza.
