Agosto chegou marcando o início oficial da campanha salarial dos bancários com a entrega da minuta de reivindicações aos banqueiros e bancos de governos. Agora é hora de aguardar o posicionamento dos bancos quanto às nossas reivindicações.
Em contraposição aos lucros dos bancos, que aumentam semestre após semestre, a realidade no dia a dia dos bancários é cada vez pior, principalmente dos empregados do Banco da Amazônia: as metas e o assédio só aumentam; não temos número de funcionários suficiente para suprir a demanda de trabalho e nem tecnologia robusta para ser uma mão na roda; a "hora besta" que se tornou realidade imposta para muitos de nós; não há respeito aos intervalos ou mesmo às férias; as ameaças de perda de função e demissões (estas mais marcantes nos bancos privados) são cotidianas, tornando o ritmo de trabalho tenso e muitas vezes prejudicial à saúde. E como se tudo isso fosse pouco, os bancários ainda hoje amargam perdas salariais de vinte anos.
É de se indignar, mas infelizmente as campanhas salarias dos últimos anos tem seguido um mesmo script (a começar pelo índice: inflação + 5%) que não avança. Essa é a política da Contraf/CUT, que está à frente da maioria dos sindicatos no país,inclusive no de bancários aqui do Pará, demostrando pouca ousadia nas reivindicações aos banqueiros e ao governo federal (talvez por serem parte do mesmo grupo político que está lá em cima).
Todavia, este ano tivemos vários exemplos de que o povo unido é capaz de mudar bastante coisa através da luta por direitos e melhorias. Depois dos tunisianos, dos egípcios, dos europeus, foi a vez dos brasileiros mostrarem que não aceitam mais a velha política e as precárias condições de vida e dos serviços públicos.
Aqui em Belém e metropolitana mais de 100 mil pessoas participaram dos grandes atos. Muitos de nós bancários estávamos lá,participando das “Assembleias Populares'. Estas assembleias organizaram pautas e conquistaram audiências com as autoridades eleitas pelo povo,sem perder o formato democrático de tomada de decisões.
Neste momento, mais que nunca, não podemos perder o gás e precisamos seguir esse grande exemplo de força e democracia das ruas. Nosso destino não pode ser mais delegado a diretores sindicais que estão há anos na direção do sindicato e totalmente afastados da realidade do trabalho das agências e áreas internas. Reivindicamos uma DEMOCRACIA na qual as decisões SEJAM TOMADAS PELA BASE, ou seja, pelos bancários que estão trabalhando diariamente, em amplos espaços de debate que permita uma maior aproximação da categoria para expor o que pensa. Infelizmente esta não tem sido a prática da atual direção, ao fazerem um trabalho de base pífio e pálido, convocando poucas assembleias que decidam os legítimos interesses da categoria.
É papel do sindicato executar as decisões da base e não decidir por ela. Por isso defendemos comando de greve composto por bancários de base que acompanharão as negociações da campanha salarial e que farão o verdadeiro elo com a categoria.
Em contraposição aos lucros dos bancos, que aumentam semestre após semestre, a realidade no dia a dia dos bancários é cada vez pior, principalmente dos empregados do Banco da Amazônia: as metas e o assédio só aumentam; não temos número de funcionários suficiente para suprir a demanda de trabalho e nem tecnologia robusta para ser uma mão na roda; a "hora besta" que se tornou realidade imposta para muitos de nós; não há respeito aos intervalos ou mesmo às férias; as ameaças de perda de função e demissões (estas mais marcantes nos bancos privados) são cotidianas, tornando o ritmo de trabalho tenso e muitas vezes prejudicial à saúde. E como se tudo isso fosse pouco, os bancários ainda hoje amargam perdas salariais de vinte anos.
É de se indignar, mas infelizmente as campanhas salarias dos últimos anos tem seguido um mesmo script (a começar pelo índice: inflação + 5%) que não avança. Essa é a política da Contraf/CUT, que está à frente da maioria dos sindicatos no país,inclusive no de bancários aqui do Pará, demostrando pouca ousadia nas reivindicações aos banqueiros e ao governo federal (talvez por serem parte do mesmo grupo político que está lá em cima).
Todavia, este ano tivemos vários exemplos de que o povo unido é capaz de mudar bastante coisa através da luta por direitos e melhorias. Depois dos tunisianos, dos egípcios, dos europeus, foi a vez dos brasileiros mostrarem que não aceitam mais a velha política e as precárias condições de vida e dos serviços públicos.
Aqui em Belém e metropolitana mais de 100 mil pessoas participaram dos grandes atos. Muitos de nós bancários estávamos lá,participando das “Assembleias Populares'. Estas assembleias organizaram pautas e conquistaram audiências com as autoridades eleitas pelo povo,sem perder o formato democrático de tomada de decisões.
Neste momento, mais que nunca, não podemos perder o gás e precisamos seguir esse grande exemplo de força e democracia das ruas. Nosso destino não pode ser mais delegado a diretores sindicais que estão há anos na direção do sindicato e totalmente afastados da realidade do trabalho das agências e áreas internas. Reivindicamos uma DEMOCRACIA na qual as decisões SEJAM TOMADAS PELA BASE, ou seja, pelos bancários que estão trabalhando diariamente, em amplos espaços de debate que permita uma maior aproximação da categoria para expor o que pensa. Infelizmente esta não tem sido a prática da atual direção, ao fazerem um trabalho de base pífio e pálido, convocando poucas assembleias que decidam os legítimos interesses da categoria.
É papel do sindicato executar as decisões da base e não decidir por ela. Por isso defendemos comando de greve composto por bancários de base que acompanharão as negociações da campanha salarial e que farão o verdadeiro elo com a categoria.
