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Diálogo ou desmobilização? A estratégia do presidente contra a Campanha Salarial 2013-2014 Diálogo ou desmobilização? A estratégia do presidente contra a Campanha Salarial 2013-2014 enviado em 09/08/2013 as 03:00
Nos últimos dias vêm ocorrendo nas várias gerências da Matriz do Banco reuniões com a participação, de ninguém mais, ninguém menos, que o Presidente Valmir Rossi. Não lembramos quando uma atitude assim foi tomada por um presidente do Banco, afirmaremos que nunca aconteceu, por não lembrarmos, contudo ser outrora ocorreu, pedimos desculpas.
Mas antes de nos parecer uma visita para explicar aos empregados o porquê da redução do valor das diárias, do péssimo salário, do acumulo de 47% de perda no reembolso saúde, dentre outras coisas, essas reuniões fazem parte de uma novela maior e perversa.
O “diálogo” com o presidente aponta para uma questão acessória (importante, mas acessória) do Banco da Amazônia. O presidente aponta que o reajuste do reembolso saúde pode ser maior que o reajuste da ANS, retroativo a maio. Só isso! Se o reembolso do plano de saúde for igual ao do PLANCASF, ainda assim ficamos com 47% de perda, e mesmo se fosse dado 50% de reajuste no reembolso a situação dos empregados continuaria muito pior que a dos demais bancos federais.
No que tange o PCS, para a Direção do Banco, se antes o problema era a CAPAF, agora são as ações judiciais que têm contra... a CAPAF. Ou seja, ora era a CAPAF em si, agora são as ações judiciais. O presidente do Banco foi aos empregados dizer que não vai haver PCS tão cedo.
Era Abdias e Era Rossi: há diferenças?
É verdade que as semelhanças pesam mais: ambos do Banco do Brasil, ambos indicados durante o governo do PT, e ambos copiam as piores coisas do Banco do Brasil. Isso já é evidente.
Um observador mais apressado afirmaria que há diferenças, afinal, a Era Abdias é o tempo do autoritarismo, da grosseria generalizada e da arrogância da diretoria. E mais... “o que faz o presidente “descer” para conversar com os empregados?” Seria um sinal de diálogo e fraternidade entre o alto escalão do banco e os empregados?
Para nós não. É o outro lado da mesma moeda. Abdias e Rossi são iguais e servem ao mesmo projeto de destruir o Banco da Amazônia, destruir a carreira dos empregados, e tudo isso com anuência de nossa patroa-mor: a presidente Dilma Roussef.
A mudança sensível está na forma como desmobilizar a greve nesse ano. No período Abdias a pressão da compensação, o assédio da diretoria e do alto escalão, a intransigência na negociação era a marca. Enfrentávamos um lobo, vendo que era um lobo; com Rossi a coisa muda. Enfrentamos um lobo, mas vemos um cordeiro. Toda a conversa do presidente trás consigo um interesse: Impedir a Greve e enfraquecer a campanha salarial.
Esse ano o Poder Executivo, com sua tríade, DEST- Ministério do Planejamento e Orçamento -Dilma, junto com a Direção do Banco e a CONTRAF-CUT fazem de tudo para não ganharmos nada esse ano, além de ter uma greve enfraquecida. Dilma, MPO e DEST se ocupam em pressionar a direção das estatais para não conceder reajustes, a Direção do Banco se ocupa em tentar enrolar os empregados de um lado e de outro pressiona os gerentes a assediar os colegas, por fim, CONTRAF-CUT e a diretoria do SEEB-PA se ocupam em pedir uma pauta rebaixada e acabar com a greve o mais rápido possível.
A greve está nas mãos dos empregados do Banco, não se deixe enganar por falsos discursos da direção do Banco e dos seus aliados sindicais.
Defendemos uma greve independente do Governo Dilma e do PT, democrática e com participação de todos. Contamos com você também.
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