Sociólogos e outros estudiosos sociais estão debruçados nas últimas semanas em busca de explicações para a onda de manifestações que tomou conta do país e parece que não irá se arrefecer tão cedo. As hipóteses são muitas. Todas, no entanto, convergem para um ponto. Acredito que o fardo pesou mais do que as costas já surradas do povo brasileiro consegue suportar. E enquanto nossa classe dirigente mostrava que a única situação possível era carregar o fardo, assim o fizemos. Mas, a partir do momento que percebemos que é possível mudar essa realidade, aí a coisa mudou e resultou nesse brado que ecoa pelas ruas.
Aproveito essa situação para chamar a atenção à dura realidade que vive a nossa categoria bancária atualmente. Os bancos têm exagerado na carga imposta às costas dos trabalhadores bancários. O fardo tem sido demasiado pesado. Os banqueiros, agindo como senhores feudais, têm passado da medida. Tratam os seus colaboradores como meras mercadorias. E isso pode ser comprovado por qualquer cliente bancário ao adentrar a uma agência. O trabalhador tornou-se mero número. Tem que dar lucro, produzir resultado. Tem que realizar múltiplas tarefas, como atender aos clientes, vender produtos, cumprindo metas cada vez mais absurdas, inatingíveis.
A pressão no ambiente bancário tornou-se insuportável. O caldeirão está prestes a explodir. E os exemplos para esta atitude, que caracteriza assédio moral e deterioração do ambiente de trabalho, feita pelos gestores dos bancos, são inúmeros, tanto nos públicos quanto privados. Há situações absurdas e abusivas de “fiscais” que ficam atrás do bancário marcando o tempo que ele gasta para realizar determinada tarefa(tomemos cuidado, pois daqui a pouco estes fiscais podem surgir no BASA, se é que já não existem disfarçadamente...)
Todos os levantamentos realizados nos últimos anos pelo movimento sindical apontam a deterioração do ambiente de trabalho como principal reclamação da categoria bancária, até mais que os salários. Os trabalhadores estão adoecendo, tomando remédios controlados, tarja preta, para conseguir continuar trabalhando. Centenas estão de licença médica para tratamento, não somente de problemas físicos decorrentes do trabalho, como LER/DORT, mas também de males psiquiátricos. O estresse está em um nível acima do suportável.
Neste momento, portanto, em que o outrora ordeiro povo brasileiro acordou do sono pesado, sentiu que o cabresto apertava demais e resolveu sair às ruas e cobrar mudanças, acredito que o mesmo poderá ocorrer no ambiente de trabalho. É preciso urgente dar um basta a esta situação. E este basta terá de ser dado pelos próprios trabalhadores. Uma excelente oportunidade surge nesta campanha salarial que está em curso. Em breve iremos entregar a pauta de reivindicações aos nossos patrões, pedindo inclusive o fim de metas abusivas e do assédio moral. Este será, portanto, o momento oportuno para nos unirmos e mostrarmos que também queremos mudanças, queremos um ambiente de trabalho mais humano, mais adequado, mais saudável. O recado das ruas está dado. Quando setembro chegar queremos, podemos e mudaremos a nossa história, sendo atores ativos desse processo.Acorda, bancário!!!
Aproveito essa situação para chamar a atenção à dura realidade que vive a nossa categoria bancária atualmente. Os bancos têm exagerado na carga imposta às costas dos trabalhadores bancários. O fardo tem sido demasiado pesado. Os banqueiros, agindo como senhores feudais, têm passado da medida. Tratam os seus colaboradores como meras mercadorias. E isso pode ser comprovado por qualquer cliente bancário ao adentrar a uma agência. O trabalhador tornou-se mero número. Tem que dar lucro, produzir resultado. Tem que realizar múltiplas tarefas, como atender aos clientes, vender produtos, cumprindo metas cada vez mais absurdas, inatingíveis.
A pressão no ambiente bancário tornou-se insuportável. O caldeirão está prestes a explodir. E os exemplos para esta atitude, que caracteriza assédio moral e deterioração do ambiente de trabalho, feita pelos gestores dos bancos, são inúmeros, tanto nos públicos quanto privados. Há situações absurdas e abusivas de “fiscais” que ficam atrás do bancário marcando o tempo que ele gasta para realizar determinada tarefa(tomemos cuidado, pois daqui a pouco estes fiscais podem surgir no BASA, se é que já não existem disfarçadamente...)
Todos os levantamentos realizados nos últimos anos pelo movimento sindical apontam a deterioração do ambiente de trabalho como principal reclamação da categoria bancária, até mais que os salários. Os trabalhadores estão adoecendo, tomando remédios controlados, tarja preta, para conseguir continuar trabalhando. Centenas estão de licença médica para tratamento, não somente de problemas físicos decorrentes do trabalho, como LER/DORT, mas também de males psiquiátricos. O estresse está em um nível acima do suportável.
Neste momento, portanto, em que o outrora ordeiro povo brasileiro acordou do sono pesado, sentiu que o cabresto apertava demais e resolveu sair às ruas e cobrar mudanças, acredito que o mesmo poderá ocorrer no ambiente de trabalho. É preciso urgente dar um basta a esta situação. E este basta terá de ser dado pelos próprios trabalhadores. Uma excelente oportunidade surge nesta campanha salarial que está em curso. Em breve iremos entregar a pauta de reivindicações aos nossos patrões, pedindo inclusive o fim de metas abusivas e do assédio moral. Este será, portanto, o momento oportuno para nos unirmos e mostrarmos que também queremos mudanças, queremos um ambiente de trabalho mais humano, mais adequado, mais saudável. O recado das ruas está dado. Quando setembro chegar queremos, podemos e mudaremos a nossa história, sendo atores ativos desse processo.Acorda, bancário!!!
