Caros colegas bancreveanos, enquanto a diretoria (em minúsculas mesmo), com sua postura de intransigência para negociar um justíssimo reajuste salarial conosco, e, com isso, forçando (quem sabe até propositadamente) nossa permanência em greve, impedindo nossa (sim, ela é nossa, com certeza)empresa de melhorar seu resultado financeiro pífio conseguido com nosso desmedido esforço enquanto nos foi possível, nos meses trabalhados deste ano, o Banco do Brasil, que bem ou mal (a realidade, a condição de trabalho deles é muito diferente da nossa, ressalte-se)já se acertou com seus empregados e ostenta, somente nos primeiros 9 meses deste ano, o invejável lucro de R$ 9,2 bilhões. Como será a PLR deles, então? E nós, forçados - repita-se - a permanecermos em greve, vemos nossa luz no fim do túnel cada vez mais tênue, no que diz respeito a um final de ano mais alvissareiro, com melhor renda para um sustento mais digno de nossas famílias. Quando será que a mesma penalidade - de imediata substituição (injusta, frise-se) dos gerentes que não atingem os resultados deles cobrados - será aplicada então ao presidente e diretores já que só pioram os resultados do Banco? Imagina-se que nunca, já que eles até seguro contra riscos de créditos mal-sucedidos têm, não concordam? Acho que já está passando da hora de levarmos os nossos prejuízos, por tanta intransigência patronal, aos jornais, para ver se conseguimos sensibilizar nossos acionistas minoritários, as autoridades de Brasília e a própria opinião pública - ela sim, detentora de muito mais força que todos nós juntos -, quanto à real e urgente necessidade de mudança dos atuais gestores de nosso Banco, para que ela nos ajude, com sua pressão, nessa cruzada, ainda possível, de reversão do atual enário vivido por nossa Instituição. O que vcs acham disso?
