Olá Carlos Augusto,
Estou decepcionado com o seu pronunciamento. Os empregados do BASA ainda estão lutando bravamente, contra tudo e contra todos. Até agora não foram nocauteados por quem quer que seja. No entanto, você já desistiu de lutar por seus direitos, no meio do combate, se dando por vencido.
Veja o que você disse:
a) “o TST sempre julga em desfavor do ponto de desacordo entre as partes”. Como há desacordo em relação à proposta do BASA, o TST vai julgar em desfavor dos empregados. Quer queiramos quer não, estamos sob a égide de um estado democrático de direito, ou seja, tudo o que se faz ou não, é decorrente de lei. Se há conflito na aplicação da lei, incumbe aos tribunais dirimir as controvérsias, sem prejulgamento;
b) “acredito que receberemos até menos de que o banco propôs”. Neste caso, você está se mostrando a favor da proposta do BASA e, se dependesse de sua decisão, não iria ao TST defender seus direitos, concordando em manter seu salário muito abaixo dos congêneres da espécie e, digo mais, até abaixo dos bancos privados;
c) Ao se dirigir ao Fernando, você disse “se o amigo lá quer voltar ao trabalho, que volte pois ja não faz mais diferenção diante da atual situação”. Pelo visto, você já está completamente derrotado e a luta ainda nem acabou.
Há possibilidade de o TST decidir em desfavor dos empregados do BASA, é claro que há. Mas, diante dos salários escorchantes do BASA, também há possibilidade de a decisão ser favorável aos empregados, mesmo que seja em apenas um item.
Então, a luta deve ir até o fim, sem qualquer desistência.
José Roberto Duarte
e-mail: robertoduarte2@oi.com.br
Estou decepcionado com o seu pronunciamento. Os empregados do BASA ainda estão lutando bravamente, contra tudo e contra todos. Até agora não foram nocauteados por quem quer que seja. No entanto, você já desistiu de lutar por seus direitos, no meio do combate, se dando por vencido.
Veja o que você disse:
a) “o TST sempre julga em desfavor do ponto de desacordo entre as partes”. Como há desacordo em relação à proposta do BASA, o TST vai julgar em desfavor dos empregados. Quer queiramos quer não, estamos sob a égide de um estado democrático de direito, ou seja, tudo o que se faz ou não, é decorrente de lei. Se há conflito na aplicação da lei, incumbe aos tribunais dirimir as controvérsias, sem prejulgamento;
b) “acredito que receberemos até menos de que o banco propôs”. Neste caso, você está se mostrando a favor da proposta do BASA e, se dependesse de sua decisão, não iria ao TST defender seus direitos, concordando em manter seu salário muito abaixo dos congêneres da espécie e, digo mais, até abaixo dos bancos privados;
c) Ao se dirigir ao Fernando, você disse “se o amigo lá quer voltar ao trabalho, que volte pois ja não faz mais diferenção diante da atual situação”. Pelo visto, você já está completamente derrotado e a luta ainda nem acabou.
Há possibilidade de o TST decidir em desfavor dos empregados do BASA, é claro que há. Mas, diante dos salários escorchantes do BASA, também há possibilidade de a decisão ser favorável aos empregados, mesmo que seja em apenas um item.
Então, a luta deve ir até o fim, sem qualquer desistência.
José Roberto Duarte
e-mail: robertoduarte2@oi.com.br
