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José Roberto Duarte José Roberto Duarte enviado em 12/05/2011 as 03:00
Olá Jeshua! Acho que nossos pronunciamentos guardam uma certa identidade, apesar de não aceitar algumas colocações. Você não contestou nenhum de meus posicionamentos e foi até muito mais contundente quando diz que o BASA se utilizou da condição de patrocinador para manipular, escamotear, mentir, interpor, abusar, usar de assédio contra tudo e todos somente com a finalidade de não pagar o que deve aos participantes e fugir da sua responsabilidade obrigatória. Concordo plenamente.
Gostaria, no entanto, de fazer alguns reparos:
a) Não afirmei que meu conhecimento transita por interesses diversos. O que eu disse foi o seguinte: “... meus comentários levam em conta, além do conhecimento, o fato de transitar por interesses diversos, ...”. O conhecimento é meu, tão somente, não dependente de qualquer interesse e nem de ninguém. Estudei toda a legislação e regulamentação sobre previdência complementar fechada, em especial a que se refere à CAPAF, seus planos de previdência atuais e os que deseja ser implantados. Sou professor das seguintes disciplinas: matemática financeira, mercado financeiro e conhecimentos bancários (onde ensino previdência complementar aberta e fechada). Também detenho conhecimentos sobre cálculos e premissas atuariais. Além disso, mantenho entendimentos com pessoas pertencentes a grupos políticos distintos, cada um com suas razões sobre a CAPAF, daí dizer que transito por interesses diversos.
b) O fato de você dizer que os integrantes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal são figurinhas carimbadas, ora sendo colocados pelo patrocinador, ora se travestindo de representantes dos participantes, configura afirmação que precisa ser comprovada. Não conheço nenhum caso, mais sim votação expressiva em vários deles, alguns até reconduzidos por vontade dos eleitores. Também discordo dos termos pejorativos usados em relação aos integrantes de tais Conselhos.
c) Não existem inimigos dos ex e atuais empregados. O que existe são interesses inconfessáveis em preparar o BASA para fins de encampação pelo Banco do Brasil, sabe-se lá de que forma. O presidente e seu assessor jurídico são do BB; a informática do BASA está nas mãos do BB, via Cobra; procedimentos do BB, os mais diversos possíveis, são copiados e implantados no BASA; as estratégias e planos de ação são copiados do BB e muitos outros casos. Tanto os funcionários da ativa como os aposentados e pensionistas estão sendo massacrados pelo BASA, com a finalidade de aceitarem essa transferência sem a figura jurídica do direito adquirido e sem qualquer reação.
d) Você afirma que a geração que entrou no BASA, a partir de 1996, não tem compromisso com a CAPAF, inclusive o presidente e a atual diretoria da AEBA, posto que são dessa leva de entrantes no Banco. Veja o que disse a autoridade pública, representada pelo diretor-fiscal, em 1997, sobre a decisão do BASA em não permitir a filiação dos novos funcionários à CAPAF: “... de maneira ardilosa e nada escrito, convenceu os seus novos funcionários a não se vincularem a esta Caixa ...”. Isto significa que o BASA continuava perpetrando o fim da CAPAF, impedindo a entrada de novos recursos em detrimento de seus custos que, a cada momento, tinham elevações substanciais em decorrência de mais aposentadorias que estavam ocorrendo. Por outro lado, não entendi o termo pejorativo “leva de entrantes no Banco”. São empregados legalmente admitidos, aos quais o BASA deve até 15 anos de vinculação a um plano de previdência sem armadilhas, já que os editais dos concursos fazem parte de seus contratos de trabalho. Também não entendi o que você quis dizer ao proclamar que essa geração não tem compromissos com a CAPAF. E a defesa que a AEBA, em parceria com a AABA, está fazendo em prol dos aposentados? Se eu estivesse incluído nessa geração estaria muito preocupado com o meu futuro, quando aposentado, pois somente levaria para inatividade o benefício INSS, que normalmente equivale, na maioria dos casos, a 1/3 do salário na ativa.
e) Já fui associado da AEBA e do Sindicato. Hoje sou da AABA e, recentemente, fui contratado como assessor da AEBA, pelos meus conhecimentos, tão somente. A AEBA está infringindo alguma norma nesse sentido? No exercício desse cargo, estou desviando ou sendo desviado para a consecução de outras tarefas, que não estritamente as de assessor, que é um cargo técnico? Existe alguma regra que impeça, no meu caso, a assunção desse cargo?
f) O fato de você dizer que a AEBA perdeu o foco de defesa do pessoal da ativa faz parte da estratégia de cisão do pessoal da ativa com os aposentados, como recentemente falou uma funcionária do alto escalão do BASA. Essa estratégia foi plantada pelo BASA há muito tempo, objetivando a retirada na marra dos direitos adquiridos dos assistidos. Qual é o seu papel nessa questão?
g) Se não fossem a AEBA, AABA e Sindicato já teríamos perdido todos os direitos adquiridos, cujo patrono em várias causas desse mister é o advogado que tanto o BASA como a CAPAF tremem de medo e fazem de tudo para eliminá-lo dessas causas. Qual é o seu papel nessa questão?
h) Fiquei surpreso com o fato de você dizer que hoje não está nem na AEBA e nem no Sindicato, com argumentos pífios. Deixou de lutar pelos seus direitos e hoje faz parte do coro com aqueles que não constroem nada, só esbravejam, mentem, proclamam o medo e outras coisas mais? Qual é o seu papel nessa questão?
Jeshua, todos queremos a salvação e perenidade da CAPAF. Mas é desistindo de tudo, inclusive do nosso futuro? Não se engane, o BASA é tudo o que você falou e concordei plenamente.
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