Olá Jeshua! Antes de tudo, gostaria que você lesse meus comentários em cima dos pronunciamentos de Maria dos Reis e Rodolfo Lisboa Cerveira. Lá você certamente vai encontrar respostas às suas inquietações.
Esclareço que os meus comentários levam em conta, além do conhecimento, o fato de transitar por interesses diversos, alguns eivados de falta de compostura; de disfarces; de transgressões à ética mais rudimentar; de apoio irrestrito às ordens superiores, mesmo que absurdas, abdicando da independência que o exercício de certas funções requer e de apegar-se a apadrinhamentos maléficos aos interesses dos participantes.
São mais de 30 anos apresentando estudos e projetos propondo soluções para a CAPAF, sem retorno por parte dos órgãos envolvidos. Em razão dessa experiência, posso lhe dizer o seguinte:
a) quer queiram ou não, o Brasil está passando e se aperfeiçoando na execução dos princípios de um Estado democrático de direito, onde tudo o que se faz ou não é decorrente de lei. Reclamar direitos é um exercício de cidadania, garantido em nossa Constituição. Mas o BASA ainda não se deu conta que os tempos são outros, pois insiste na gestão autoritária de seus destinos, principalmente por partes de seus presidentes, como hoje é caracterizado o atual;
b) o BASA plantou na mente do pessoal da ativa, com apoio de vários funcionários, uma cisão com o pessoal aposentado, visando interesses inconfessáveis, principalmente a retirada na marra de direitos líquidos e certos dos aposentados, contidos na Portaria 375/69;
c) essa história de dizer que os aposentados estavam pleiteando direitos para os quais não contribuíram é bastante antiga e mentirosa. Foi a Justiça que reconheceu o adicional em favor dos aposentados e – o que é importante dizer – mandou descontar do valor das causas as referidas contribuições, devidamente corrigidas;
d) Conheço pessoas que, na ativa, defendiam com “unhas e dentes” os argumentos do BASA e criticavam os aposentados pelos direitos que estavam sendo reconhecidos. Quando essas pessoas se aposentaram, foram buscar tais direitos na Justiça e ganharam;
e) Essa mesma situação já está ocorrendo com o CAF, que nada mais é do que um RET disfarçado. É claro que o pessoal do CAF vai pleitear esse direito, quando se aposentarem, como hoje já está acontecendo;
f) O BASA é o único algoz do pessoal da ativa, dos aposentados e dos pensionistas. Até agora não implantou o novo plano de cargos e salários porque vem sendo perpetrada a sua encampação pelo Banco do Brasil, sabe-se lá em que condições. Além do mais, procura de todo modo retirar direitos dos aposentados e pensi-onistas, para não passar àquela Instituição esse enorme passivo trabalhista. Posso lhe afirmar que estamos todos no mesmo barco, sofrendo com os desmandos e autoritarismo do BASA;
g) O funcionário da ativa é o aposentado de amanhã, como afirma o Sr. Presidente da AEBA. Como um funcio-nário da ativa quer chegar à aposentadoria? Quer ver, naturalmente, respeitados os seus direitos para que possa usufruir a inatividade da melhor maneira possível, sem sobressaltos. O que está ocorrendo agora é deplorável, em que pessoas de 70 a 90 anos passam fome pelos atrasos no pagamento de seus benefícios, deixam de realizar pagamento de seus compromissos e não compram remédios de uso contínuo, pela falta do dinheiro, correndo risco de vida. E qual o único amparo que se tem? A Justiça, evidentemente. Ou você acha que buscar na justiça esse direito é absurdo? É direito sem aspas. É isso que você quer para o seu futuro, como aposentado? Embora já seja aposentado, mas permanece na ativa, por mais estranho que possa parecer, isto representa o exercício de um direito que não pode deixar de ser pleiteado. Jeshua, se não houver a defesa dos aposentados agora, amanhã será tarde demais.
Finalmente, quero dizer que fui associado da AEBA e hoje sou associado da AABA, mesmo discordando de algumas administrações que passaram por aquelas Entidades. Posso dizer, no entanto, que se não fossem essas Instituições, nossos direitos já estariam todos dizimados, jogados na lama, dando vazão ao conhecido poema “No Caminho com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa:
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
Esclareço que os meus comentários levam em conta, além do conhecimento, o fato de transitar por interesses diversos, alguns eivados de falta de compostura; de disfarces; de transgressões à ética mais rudimentar; de apoio irrestrito às ordens superiores, mesmo que absurdas, abdicando da independência que o exercício de certas funções requer e de apegar-se a apadrinhamentos maléficos aos interesses dos participantes.
São mais de 30 anos apresentando estudos e projetos propondo soluções para a CAPAF, sem retorno por parte dos órgãos envolvidos. Em razão dessa experiência, posso lhe dizer o seguinte:
a) quer queiram ou não, o Brasil está passando e se aperfeiçoando na execução dos princípios de um Estado democrático de direito, onde tudo o que se faz ou não é decorrente de lei. Reclamar direitos é um exercício de cidadania, garantido em nossa Constituição. Mas o BASA ainda não se deu conta que os tempos são outros, pois insiste na gestão autoritária de seus destinos, principalmente por partes de seus presidentes, como hoje é caracterizado o atual;
b) o BASA plantou na mente do pessoal da ativa, com apoio de vários funcionários, uma cisão com o pessoal aposentado, visando interesses inconfessáveis, principalmente a retirada na marra de direitos líquidos e certos dos aposentados, contidos na Portaria 375/69;
c) essa história de dizer que os aposentados estavam pleiteando direitos para os quais não contribuíram é bastante antiga e mentirosa. Foi a Justiça que reconheceu o adicional em favor dos aposentados e – o que é importante dizer – mandou descontar do valor das causas as referidas contribuições, devidamente corrigidas;
d) Conheço pessoas que, na ativa, defendiam com “unhas e dentes” os argumentos do BASA e criticavam os aposentados pelos direitos que estavam sendo reconhecidos. Quando essas pessoas se aposentaram, foram buscar tais direitos na Justiça e ganharam;
e) Essa mesma situação já está ocorrendo com o CAF, que nada mais é do que um RET disfarçado. É claro que o pessoal do CAF vai pleitear esse direito, quando se aposentarem, como hoje já está acontecendo;
f) O BASA é o único algoz do pessoal da ativa, dos aposentados e dos pensionistas. Até agora não implantou o novo plano de cargos e salários porque vem sendo perpetrada a sua encampação pelo Banco do Brasil, sabe-se lá em que condições. Além do mais, procura de todo modo retirar direitos dos aposentados e pensi-onistas, para não passar àquela Instituição esse enorme passivo trabalhista. Posso lhe afirmar que estamos todos no mesmo barco, sofrendo com os desmandos e autoritarismo do BASA;
g) O funcionário da ativa é o aposentado de amanhã, como afirma o Sr. Presidente da AEBA. Como um funcio-nário da ativa quer chegar à aposentadoria? Quer ver, naturalmente, respeitados os seus direitos para que possa usufruir a inatividade da melhor maneira possível, sem sobressaltos. O que está ocorrendo agora é deplorável, em que pessoas de 70 a 90 anos passam fome pelos atrasos no pagamento de seus benefícios, deixam de realizar pagamento de seus compromissos e não compram remédios de uso contínuo, pela falta do dinheiro, correndo risco de vida. E qual o único amparo que se tem? A Justiça, evidentemente. Ou você acha que buscar na justiça esse direito é absurdo? É direito sem aspas. É isso que você quer para o seu futuro, como aposentado? Embora já seja aposentado, mas permanece na ativa, por mais estranho que possa parecer, isto representa o exercício de um direito que não pode deixar de ser pleiteado. Jeshua, se não houver a defesa dos aposentados agora, amanhã será tarde demais.
Finalmente, quero dizer que fui associado da AEBA e hoje sou associado da AABA, mesmo discordando de algumas administrações que passaram por aquelas Entidades. Posso dizer, no entanto, que se não fossem essas Instituições, nossos direitos já estariam todos dizimados, jogados na lama, dando vazão ao conhecido poema “No Caminho com Maiakovski”, de Eduardo Alves da Costa:
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.
