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SEM LENÇO NEM DOCUMENTO (Que nem o Caetano Veloso) SEM LENÇO NEM DOCUMENTO (Que nem o Caetano Veloso) enviado em 13/11/2012 as 02:00
Parece que o "Bancário Sensato", como outros fantasmas muito conhecidos, agora, também, abandonou a sua "identidade", continua na mesma linha de defesa dos Planos Saldados da CAPAF, mas, agora, buscando outros apelos irreais e meramente engendrados na tentativa de atingir o seu desiderato.

Além de tentar uma desculpa para a comparação entre o caso do BD da CAPAF com o BD do Banco do Brasil (sobre o que já discorri na matéria intitulada "A NOSSA LUTA NÃO É TÃO RESTITA ASSIM"), agora tenta a comparação forçada entre o caso da CAPAF e do AERUS.

Talvez no auge do desespero, o autor da matéria “COMPARAÇÕES COMPLETAS COM O BB” blefa, quando diz:

“ao implantar planos para os novos respeitando os antigos, a PREVI não estava falida como a CAPAF, no nosso caso sem as injeções do GOVERNO, e os novos planos virariamos uma AERUS, veja blog nesta página "RESPOSTA AO WALDIR GOMES 08/11", veja também "AGORA FICOU MUITO PIOR NÂO ADERIR", isso é a única verdade atual, o resto é correr para o duvidoso, desprezando o CERTO.”

Sobre as afirmações contidas no texto do possível ex-“Bancário Sensato”, devemos observar:
1º - Em 1981, ao adotar as providências para extinguir o caráter trabalhista do seu Plano BD, a PREVIC não estava falida, como, também, a CAPAF, há somente 12 anos depois de estruturada segundo a Portaria 375/69, ainda não estava falida, apesar das perspectivas pouco auspiciosas, mercê de todas as vicissitudes presentes desde a criação da entidade, dentre elas, a falta da constituição dos serviços passados (para garantir os benefícios daqueles que se aposentaram precocemente em relação a criação da CAPAF), como bem ressalta o relatório decorrente da Perícia Judicial determinada pelo Juízo da 21ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal e desenvolvida no bojo do processo nº 2001.34.00.023580-9 e seu apenso, de nº 2005.34.00.019754-4 (movido pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo contra a União Federal, o BASA e a CAPAF), firmado pelo Perito Augusto Morel Nitschkenos, em 17/01/2011.

2º - As alegadas “injeções do GOVERNO” nada mais é que um disfarce criado pelo articulista anônimo para caracterizar o ônus que tem a União Federal de arcar, no caso CAPAF, não porque seja sócio majoritário do Banco, mas porque deixou de cumprir, TEMPESTIVA e EFICAZMENTE, a fiscalização da CAPAF, como manda lei, por meio da SPC, a sua então Secretaria da Previdência Complementar, agora sucedida pela PREVIC (quanto a função de fiscalização).

3º - Comparar o caso AERUS com o da CAPAF parece desespero de causa. É comparar “alhos com bugalhos” (como diz a sabedoria popular). Vejamos algumas das diferenças:
a) - de origem, o AERUS é um fundo de pensão multipatrocinado (de fato e de direito), enquanto a CAPAF é um fundo monopatrocimado (de fato, conquanto patrocine os planos que administra, no equivalente a participação dos seus empregados nos planos dos quais participam);
b – as causas da insolvência do AERUS derivam da defasagem tarifária das passagens aéreas, em face da monitoração das mesmas pelo Poder Público, causas que levaram a falência, tanto a VARIG quanto a TRANSBRASIL (ambas patrocinadoras do AERUS). Não é o caso da CAPAF, cujo patrocinador instituidor, felizmente, não teve o destino da VARIG e TRANSBRASIL. No caso, como público e notório, as causas da insolvência da CAPAF (e apenas em relação ao BD) são de origem estrutural, como, também, atestado no Laudo Pericial a que me reportei linhas atrás;
c) o endereço http://aposentadosedemitidosvarig.blogspot.com.br/, é um blog que, realmente, vale a pena ser consultado por todos os que se interessarem em ver diferenças fundamentais que diferenciam o caso AERUS do caso CAPAF. Nele o internauta vai conhecer muitas postagens, como o pronunciamento da Senadora Ana Lúcia (PP/RS). Imperdível. Talvez nada que favoreça o “projeto dos sonhos” do possível ex-“Bancário Sensato”, hoje sem lenço nem documento;
d) - e, para finalizar, reflitamos: ao dizer que “AGORA FICOU MUITO PIOR NÃO ADERIR”, o estrategista confessa que ADERIR (aos Planos Saldados) É RUIM. E aí, peço vênia para plagiar o DATENÃO dizendo: ESTOU ERRADO ? ME AJUDA AI, PO!!
Em, 13/11/2012
Madison Paz de Souza
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