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Rodolfo Lisboa Cerveira - Aposentado Rodolfo Lisboa Cerveira - Aposentado enviado em 12/08/2012 as 03:00
DESEMPENHO

O Banco da Amazônia tem aparecido em destaque na imprensa escrita, falada e televisada. No mês de julho p. passado, ocupou as manchetes dos jornais locais pela comemoração dos seus “pujantes” 70 anos, com uma opulenta festa levada a efeito nas dependências do suntuoso Teatro da Paz, sendo o ponto alto da reunião a apresentação do cantor e compositor Ivan Lins, precedido de um coquetel oferecido às autoridades presentes e determinados convidados. Uma outra notícia, esta no nível nacional, destaca o BASA, no Relatório Anual da FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos), pelo seu “aperfeiçoamento do sistema normativo e continuada melhoria de produção e a redução nos níveis de riscos.” Há mais louvores na peça da Federação, em especial, na área de Recursos Humanos (treinamento de capacitação de seus quadros), e na correlação da Empresa nos núcleos populacionais onde atua e, de modo muito distinto, a sua atuação naquilo que os ambientalistas apodaram de SUSTENOMIA ou SUSTENÔMICA, isto é, segundo eles, a Ciência do desenvolvimento Sustentável. Seria leviano contestar os encômios e os números publicados pela FEBRABAN, sem uma análise metódica dos quesitos expostos, porém causa certa repugnância ver-se que estão usando a imprensa para mostrar uma imagem que não bate com a realidade. Poderia alinhar uma série de fatos que contrariam o Relatório, mas o fulcro deste comentário é comparar estes eventos com a situação de penúria da maioria de seus empregados que estão na iminência de perderem seus Planos de Previdência Complementar e de Saúde, caso não seja adotada uma providência de curto prazo para resolver a questão. Escusa-se a admitir que uma instituição creditícia que tem uma fonte de recursos estáveis, e já disponibilizou cerca de R$21 bilhões para investimentos produtivos nestas duas décadas, e se propõe a injetar, na economia nacional, neste ano de 2012, algo em torno de R$-4 bilhões, não tenha um plano de cargos e salários compatível com a dignidade de seus empregados. Enquanto esbanja fortuna em reuniões fúteis de comes e bebes e mostras artesanais, o seu quadro funcional ficou em segundo plano e se exaspera com um salário iníquo que não dá nem para prover as suas necessidades mínimas diárias. Por isso, contesta-se o irrisório e aviltante 7,93% de reajuste no reembolso da saúde, depois de um interregno de aproximadamente quatro anos Treinamento, cursos e capacitação funcional não se coadunam com salários pífios e miseráveis. Uma última anotação, mas que não esgota a dicussão, pode ser feita em cima do atendimento nos terminais eletrônicos, localizados nas suas Agências: é comum encontrá-los em “pane”, de preferência nos finais de semana. A intenção destes pequenos comentários é contribuir para resolver o impasse que está sucedendo no nosso Plano de Saúde que, na minha modesta opinião, tem como principal empecilho o Banco da Amazônia, para ser mais preciso, o Governo Federal.
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