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Cândido Messias Cândido Messias enviado em 04/02/2020 as 09:49
O BICHO TÁ PEGANDO!
O ex-conselheiro da CAPAF, Francisco Sidou publicou no Face:
"O que a Capaf poderia ter sido e não foi O Fundo de Pensão dos funcionários do Basa já teve no passado um considerável patrimônio em ativos como imóveis e ações. Era referida no noticiário da famosa coluna Repórter 70 como a " poderosa Capaf." Esse belo prédio comercial na Rua Governador José Malcher, em Belém, foi erguido em terreno que pertencia á Capaf, vendido a preço bem inferior ao seu real valor. Não ocorreu a nenhum dirigente, na época, fazer uma proposta de Acordo com alguma Construtora para trocar o valioso terreno por área construída, coisa muito comum no mercado de construção. Esse é apenas um dos exemplos de gestão temerária/não profissional do Fundo de Pensão que está sob intervenção da Previc há mais de oito anos e com sua morte já anunciada. Vale dizer que as ordens de gestão vinham sempre de "cima" e com o carimbo de "cumpra-se". Ex-presidentes e ex-diretores do Banco da Amazônia, patrocinador da Capaf, nunca foram cobrados por decisões temerárias que acabaram provocando o desequilíbrio atuarial do Fundo de Pensão. Preferiam disseminar a falsa versão de que os aposentados estavam acabando com a Capaf, induzindo os "novos" a se voltarem contra os "velhos" servidores da instituição numa perversa política de "apartheid'. A Comissão de Inquérito instaurada pela Previc para apurar as causas desse descalabro acabou arquivando seu denso Relatório porque teria que indiciar quase todos os dirigentes do Banco , da Capaf e o próprio órgão de Fiscalização do governo, ex-SPC, atual Previc. Com esse providencial arquivamento todos foram salvos de suas culpas ou omissões. Menos a Capaf com morte já anunciada."
Sobre a matéria, o também ex-conselheiro Madson Souza, comentou:
"Fidedignas e irrefutáveis as suas colocações, caro Sidou.
Como conselheiro da CAPAF desde 97 até a Intervenção, testemunhei tudo o que relata o nobre e combativo também ex-Conselheiro.
Acrescentaria, ainda o momento atual onde as condenações impostas ao Banco como responsável pelo déficit técnico que levou ao desmonte da CAPAF (coadjuvado pelas omissões do Órgão fiscalizador, a Previc), condenações essas há tempos transitadas em julgado e que permanecem não cumpridas integralmente pelo Banco. Pior que dessa desobediência ao poder judiciário resulta a contínua transferência de parte substancial do ônus da condenação para os beneficiários de BD e não para o condenado, o Banco da Amazônia. É mais um "crime derivado," em prática corrente contra a já combalida capacidade de sustento, inclusive alimentar, dos aposentados e pensionistas do Banco.
Destaque-se que a postergação no cumprimento da condenação integral, vem sendo praticada debaixo das "barbas" e "bigodes" das nossas entidades representativas (AABA e AEBA), ambas silentes e mudas quanto a uma cabível Ação de Cumprimento com Antecipação de Tutela. Na "brincadeira" há um batalhão de aposentados ainda sofrendo descontos mensais em valores próximos de 2 mil reais, assim como pensionistas que desde 96 têm os cálculos dos seus benefícios a revelia do que prescreve o Regulamento do plano. É esse, enfim, o cenário que Banco da Amazônia e PREVIC, em estreita cumplicidade, pretendem manter até que consigam extinguir a CAPAF, a revelia da participação dos beneficiários, por meio dos seus representantes nos Conselhos estatutários, COMO MANDA A LEI (desde a Emenda Constitucional 20/98 e as Leis Complementares dela decorrentes)."
Dá pra ver que com a Intervenção na Capaf, os caras foram sacados dos conselhos, mas não perderam a motivação para continuar brigando, até o fim, pelo direito dos beneficiários que continuam sendo surrupiados pela Capaf.
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