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Cândido Messias Cândido Messias enviado em 20/01/2020 as 15:05
TIRO NO PÉ

Tudo indica que na medida em que o tempo avança, mais e mais a diretoria da CASF vai perdendo o rumo.
Na semana passada, o Repórter 70 de O Liberal noticiou que pretendem reabrir o Ambulatório, já que as contas demonstraram que, na rede credenciada, os serviços que eram prestados no ambulatório custaram três vezes mais. Dias depois, no mesmo espaço de O LIBERAL, a direção Da CASF confirmou que pretende reabrir o ambulatório, justificando como causas para o fechamento da unidade, a baixa demanda dos serviços e os riscos do seu funcionamento para os beneficiários, já que havia falta dos equipamentos necessários para atendê-los com segurança. Alegaram, ainda, que o fechamento decorreu porque a Casf atuava no vermelho e como agora já voltou a crescer, planejam reabrir o ambulatório. Na contramão dos astutos argumentos:
1º. Sabe-se que a média anual dos atendimentos no ambulatório girava em torno de mais de 13 mil eventos;
2º. Sabe-se que, anualmente, a Anvisa revalida a licença de funcionamento de toda e qualquer unidade prestadora de serviços de saúde, exigindo, de todas, as condicionantes ambientais e os equipamentos necessários ao seguro funcionamento das mesmas. São fatos que, por si só, desmontam a alegação apresentada. Sabe-se, ainda, que, com o fechamento do ambulatório, todos os equipamentos que o guarneciam foram alienados;
3º. Em recente comunicado interno aos seus colaboradores, a diretoria demonstra excelentes resultados contábeis obtidos entre outubro/18 e outubro/19, mas, contraditoriamente, confessa que não está conseguindo cumprir o programa de recuperação apresentado e aprovado pela ANS. Uma, incoerência, pois os motivos que levaram ao Regime Fiscal implantado em 2018 pela ANS decorriam unicamente da crise econômico-financeira que se abateu sobre a Operadora a partir de setembro/2017. A incongruência é patente entre os resultados contábeis e a incapacidade de cumprir o citado plano de ajuste. Quanto a isso, sabe a diretoria que o não cumprimento desse plano resultará na alienação da carteira de beneficiários ou a liquidação extrajudicial da Operadora. Qualquer dos casos implicará no fim da CASF, algo extremamente inesperado, diante do que prometeu a atual diretoria no decorrer da campanha eleitoral que empreendeu até vencer as eleições de 2018.
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