O que estou tentando há tempos desnudar ao olhar cataléptico da classe bancária que visita nosso site de opinião é que, já há uma concepção hipertrofiada do estado hegeliano (ao que tudo indica agora justamente ressuscitado pela elite oligárquica como paradigma para a formação do estado transnacional único e totalitário, ou melhor, da ditadura globalizada), o motor da história deveria ter uma espécie de fricção dialético-social, um choque provocado entre os opostos, gerando impulsos e fagulhas que levariam, fatalmente, a resultados esperados, “a isto se chama de engenharia social”. Dessa forma, o Progresso ou quaisquer outros resultados práticos ambicionados pelos detentores do poder seriam gerados através da administração intencional de conflitos, do tipo 'problema-reação-solução', produzindo a síntese desejada, a direção para a qual caminhariam, inflexivelmente, populações inteiras e, no seu conjunto harmônico, a própria espécie humana. Por essa original teoria, a aplicação prática do princípio hegeliano seria feita através da criação, intencional, de um grave problema que viesse a afligir ou revoltar a comunidade, gerando imediata e indignada reação. Ao ser, assim, instado por pressões populares a resolver tal problema (proposital e secretamente criado), qualquer governo comprometido com as diretrizes do establishment proporia uma imediata solução, geralmente a desejada.
