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“DORMIA A NOSSA PATRIA MÃE TÃO DISTRAÍDA, SEM PERCEBER QUE ERA SUBTRAÍDA EM TENENBROSAS TRANSAÇÕES.. “DORMIA A NOSSA PATRIA MÃE TÃO DISTRAÍDA, SEM PERCEBER QUE ERA SUBTRAÍDA EM TENENBROSAS TRANSAÇÕES.. enviado em 03/02/2012 as 02:00
O colega Sérgio Trindade veiculou em emails particulares, ao qual tive acesso, mensagem bem diversa daquela publicada no site do Sindicato dos Bancários do Pará, com o título “AEBA prepara empregados do BASA para concurso do Banco do Brasil”, assinando como Vice Presidente da FETEC/CUT-CN e empregado da instituição. Podia ter assinado também como Vice Presidente do Sindicato do Bancários do Pará, mais um dos cargos que acumula.

Sobre o assunto, o que me chamou atenção de imediato, foi a classificação da ação tomada pela AEBA, de promover curso para concursos, como antiética. Me pergunto se, no decorrer desse tempo, as ações tomadas pela últimos diretores do Sindicato tem sido, todas elas pautadas nos mais profundos princípios éticos. Vejamos:

1)-Tive acesso a um email que corria dentro do Banco, onde um diretor do Sindicato estava fomentando a desfiliação da AEBA. Será que isso é ético?
2)-Onde está a ética, quando um outro diretor do Sindicato torce, e nem tem vergonha de assumir isso publicamente, para que as ações da AEBA, EM FAVOR DOS EMPREGADOS, sejam mal-sucedidas?
3)-Foi ético o que fez a direção do Sindicato dos Bancários quando negou à AEBA o direito de participar da mesa de negociação, mesmo a Assembléia Geral tendo sido absolutamente a favor, o que pôde ser atestado por diversas testemunhas? Será que o Sindicato cumpriu o artigo 7º de seu estatuto, onde diz que “A Assembléia Geral é soberana em todas as suas resoluções, desde que não contrariem o Estatuto.” Será que contraria o estatuto AEBA participar da mesa de negociação?

As gestões anteriores da AEBA, como referenciado na publicação, afirmam ter primado “pela defesa dos interesses dos empregados e da Instituição”, tendo classificado o atual presidente da AEBA como “ativista inconseqüente e irresponsável”. A questão é que o “ativista inconseqüente e irresponsável” foi eleito pela maioria, porque a maioria cansou do modelo de gestão passiva, acomodada e preguiçosa que vinha conduzindo a AEBA nos últimos anos! Ações iguais levam a resultados iguais, e os resultados auferidos foram zero! As gestões anteriores não estavam mais satisfazendo, não estavam mais convencendo a base trabalhista. É um privilégio ouvir que a gestão atual é ativa. As anteriores foram muito passivas.

Dizer que a AEBA fomenta o enfraquecimento da instituição... O que faz a direção do Banco quando há colegas que trabalham além da carga horária; que existe na instituição desigualdade de oportunidades; porque a contingência só atinge a base da pirâmide; porque os salários estão achatados... Isso sim, enfraquece a instituição e o pior, o que faz o Sindicato dos Bancários e o que fizeram as gestões anteriores contra isso? Ainda que faça algo, que ninguém vê, eu desafio o Sindicato a informar os avanços nos últimos 15 anos para diminuir o impacto real desses problemas. Cadê a explanação sobre os números que atestem que houve melhorias na qualidade de vida dos empregados da instituição, porque aumento de trabalho, assédio moral e má utilização dos recursos públicos houve. Após cada campanha salarial, vimos os colegas do movimento informarem que “A campanha foi vitoriosa...”, em quê, mesmo? Cansamos desse lari-lari! A campanhas foram vitoriosas para os banqueiros. Olhem os Boletins de Serviço do Banco. A taxa de turn-over (rotatividade de empregados) é alta, porque querem tentar coisa melhor. A CASF e a CAPAF estão falidas e o que mais se faz é aumentar o salário dos dirigentes dessas entidades. O que o Sindicato dos Bancários a as gestões anteriores da AEBA conseguiram fazer para evitar essas ocorrências, além de publicar folders no site e distribuir folhetos na porta do Banco? Isso não é culpa da AEBA e é isso que contribui para o enfraquecimento da instituição.

Dizer que a AEBA não é respeitada atualmente é uma inverdade. Só deixará de sê-lo aos olhos de tolos, que acreditam que se “queimar” é desrespeitoso. As gestões anteriores não se “queimavam” com ninguém. Assim, a AEBA anterior tomou a decisão de ser esquecida, para não questionar e não ser questionada, e seria respeitada. Foi um bom truque. A AEBA atual não tem medo de se expor, nem fingem nada. A atual gestão da AEBA não deve nada, a ninguém.

O pior de todos os comentários é tentar convencer os outros de que a AEBA é somente seu presidente. A liderança do presidente da AEBA é inquestionável. Os empregados deste Banco sempre querem ouví-lo, mas que qualquer outra liderança dos movimentos, hoje. Até quem não gosta dele; até quem pensa diferente dele, todos querem ouví-lo. Só os ingênuos e fingidos negam o inegável, ou questionam o inquestionável. Seus posicionamentos são sempre coerentes. Mas e o restante do corpo gestor da AEBA? Nada se faz sem um grupo. E o grupo tomou a decisão de criar o curso preparatório, não foi o presidente da AEBA. O corpo gestor da AEBA não é formado por cachorrinhos-que-balançam-a-cabeça-no-carro, e sim por pessoas sérias, comprometidas e éticas, que, como dito, nada devem, a ninguém, e que tomam decisões, no âmbito em que lhes compete.

Até que alguém pergunte, afirmo que a AEBA tomou essa decisão para ajudar os desfavorecidos, para que tenham a chance de melhorar suas vidas. A gestão atual pode até errar. Isso, só o tempo vai dizer. Acredito até que erre, pois só erra quem trabalha. Hipócrita é uma gestão dizer que nunca cometeu falhas! Mas, sem sobra de dúvida, o que podemos afirmar é que a gestão atual da AEBA:

-não vendeu a alma para o diabo;
-não troca ouro por espelhos;
-não fecha negociatas a portas fechadas, enquanto os que dela dependem aguardam um futuro melhor;
-não subtrai nada em tenenbrosas transações, enquanto os que dela dependem dormem...
Please wait...