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Luto Luto enviado em 18/01/2012 as 02:00
Ao longo dessas últimas duas semanas, após um período de férias, entendi finalmente o motivo para os trabalhadores do Banco da Amazônia serem tratados como uma subcategoria bancária: o próprio trabalhador! Não quero me cegar por generalismos, mas como não reagir de forma generalista a um pensamento tão rasteiro como de uma categoria que observa um reflexo tão negativo quando olha a própria imagem no espelho?!
Trabalho em uma Agência da região metropolitana, que está caindo literalmente aos pedaços, motivo de chacota por parte dos clientes, e sou obrigado a ouvir, em uma conversa envolvendo outros empregados e estagiários, de um dos setores mais sensíveis da Unidade, autoagressões ideológicas contra a própria categoria e concluindo um aterrorizante elogio à Instituição, incluindo uma argumentação defendida com alegria e conformismo inédito sobre nossas condições de trabalho e salários serem justos com a nossa realidade, ao passo que, ao final, os outros Bancos públicos e empresas em geral seriam melhores por terem empregados melhores(!!!).
A sensação de desespero ao ouvir tais absurdos é convertida em incômoda resignação quando lembro do tipo de argumento defendido por muitos colegas na Matriz à época da greve, muitos dos quais experientes o suficiente para já terem sentido na própria carne os efeitos da vilania com a qual a Instituição (e instituições em geral) gere seus recursos humanos.
Muito jovem para tentar convencer alguém do que quer que seja, mas já suficientemente experimentado nas práticas do Banco, graças a tristes experiências próprias e à observação do que ocorreu com familiares e colegas ligados á Instituição (alguns dos quais envolvidos na conversa citada no início desse desabafo), me questiono sobre o real merecimento de uma categoria tão submissa e tão apartada de uma identidade de classe ainda despertar a necessidade de alguns colegas em a representar.
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