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Silvio Kanner Silvio Kanner enviado em 13/12/2011 as 02:00
Prezados Amigos Clever e Paulo Idamor,

Primeiro é preciso agradecer a participação de vocês da SUPER PA I na GREVE, de fato o resultado econômico global da greve é pequeno, mas isso se deve a postura da diretoria do Banco e do governo federal como demonstro no histórico de negociações. A discussão não se resume ao que é melhor 1% ou R$ 330,00 nossa campanha salarial foi muito mais que isso. Conceitualmente um reajuste é sempre melhor que qualquer abono. Porém, existem particularidades no caso:

1. O ministro do TST afirmou categoricamente que não poderia aplicar o reajuste do Reembolso saúde por não ser cláusula de ACT;
2. Que esse abono é um paliativo e que o Banco deve procurar uma solução definitiva para a questão e orienta abrir negociações para esse tema; por tanto conquistamos não apenas uma abono, mas a sensibilização da justiça do trabalho para o caso do nosso reembolso do plano de saúde.

Na mesma linha é preciso avaliar o histórico das negociações (vou relacionar as que a AEBA participou – tudo com registro em ata). Vamos lá:

1º reunião Dia 29.08 – entregamos a pauta e o Banco disse que iria estudar a pauta e solicitar autorização ao MPOG e MF.
2º reunião Dia 19.09 – indagamos sobre a pauta e os representantes do Banco informaram que não haviam recebido qualquer autorização do DEST e que solicitou que aguardássemos o resultado das negociações da FENABAN.
3º reunião Dia 26.09 – O Banco informou que não tem posição sobre o índice econômico e tão logo recebesse uma posição do DEST as entidades seriam chamadas para “dar continuidade as negociações”
4º reunião 17.10 (passados 21 dias da 3º) veio a proposta de 9% e de R$ 1.400,00 no piso sem reflexo na curva salarial – depois essa proposta passou para R$ 1.520,00. Depois dessa rejeição o Banco ajuizou dissídio coletivo.
5º reunião 19.10 – Entregamos uma contraproposta ao Banco, mas o Banco nunca respondeu, pois já havia ajuizado o Dissídio.

No julgamento o Ministro Ratificou a ultima proposta do Banco. A greve durou muito, mas as negociações foram poucas. A primeira negociação de verdade ocorreu no dia da audiência de conciliação no TST. Com presença de Diretores e apresentação de argumentos técnicos e econômicos. Quando rejeitamos a primeira proposta em Assembléia, inclusive com a Diretoria do Sindicato do Pará e a CONTRAF defendendo a proposta do Banco estávamos sob a ameaça do recente julgamento dos correios. Temos a certeza que 9% não resolve nossos problemas, que são muito maiores, mas também temos a certeza que não aceitamos isso, mas assumimos a sentença do TST. Acho que os resultados dessa GREVE vão se fazer sentir num tempo muito mais longo que um dia depois do julgamento, é cedo para avaliações cabais. De inicio podemos dizer que redescobrimos a capacidade de luta, que temos sim conquistas novas, mas assumir com humildade que ainda falta muito é o mais correto a se fazer.

Saudações aos que tem coragem!

Silvio Kanner
Presidente da AEBA
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