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José Roberto Duarte José Roberto Duarte enviado em 30/06/2011 as 03:00
Olá GFM,
Entendo que é uma decisão muito difícil sair da CASF, mas acredito que isso só deve se concretizar na última das últimas alternativas com vistas à contenção de custos familiares, pois se trata de uma questão de sobrevivência. Acho que devemos lutar até o fim pelos nossos direitos, procurando, principalmente, fortalecer nossa caixa de saúde. Como diz o ditado: ruim com ela pior sem ela. Vou colocar a minha experiência: oito anos atrás, em decorrência de difícil situação financeira, pedi a minha desfiliação e de meus dependentes. Era janeiro e estava coberto até o final do mês. Pretendia retornar em março e comentei que não seria possível adoecer em fevereiro. Pois bem! No primeiro dia de fevereiro amanheci doente, sem plano de saúde e sem dinheiro. Recorri ao SUS e fui informado que teria de ir na unidade de meu bairro (Marambaia), bem cedo, de madrugada. Fui às 5h da manhã e me surpreendi com a fila de quase dois quarteirões. Esperei até 7h, inclusive tive que deitar no corredor, pois estava passando muito mal. Às 7h foram distribuídas somente 5 senhas e o restante do pessoal mandado embora. Reclamei e fui encaminhado à urgência; fui medicado e retornei para casa. Não melhorei nada. Três dias depois continuava piorando e resolvi retornar ao SUS, agora às 3h da madrugada. Quando passei pelo mercado da Av. Dalva, acabei caindo de tão fraco que estava. Quem me socorreu foi uma senhora que estava chegando para receber produtos para a sua barraca. Ela me levantou, me deu café, me abanou e pediu para retornar à minha casa. Disse-lhe que precisava ir ao SUS. Quando cheguei no SUS encontrei a mesma fila. As 7h somente distribuiram 5 senhas. Voltei para casa, sem saber o que fazer. Às 10h desse dia, chegou a mãe da minha secretária e ouvi que ela tinha vindo de Cametá com sua aposentadoria e que não estava precisando daquele dinheiro, com um detalhe, já faziam 10 anos que ela não vinha em Belém. Naquele momento a minha secretária disse do meu estado de saude e que ela poderia me emprestar o dinheiro, Dito e feito. Chamei logo um taxi e fui a uma médica de consultório popular. Fui atendido, fiz os exames e foi constatado que estava com uma pneumonia braba e que isso poderia me levar em pouco tempo à morte. Recuperei a minha saúde e em março me filiei à Unimed. Não gostei da Unimed e 1 ano depois retornei à CASF, perdendo a carência, e de lá não pretendo sair nunca mais, mesmo com as dificuldades que estão acontecendo. Sem plano de saúde, corre-se o perigo de morrer na fila do SUS.
Peço refletir sobre sua decisão e somente concretizá-la em última instância.
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