A mobilização indígena no Tapajós ocorre desde janeiro de 2026, com ocupação do terminal da Cargill, em Santarém, e outras ações como barqueatas e manifestações públicas, em protesto contra a privatização dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins, prevista no Decreto nº 12.600/2025, e contra projetos de dragagem associados ao escoamento do agronegócio.
Os povos indígenas, movimentos sociais e comunidades tradicionais apontam riscos ambientais graves como a contaminação por mercúrio, erosão e impacto na pesca e segurança alimentar, além de violações de direitos, especialmente o direito à consulta prévia, livre e informada, previsto na Convenção 169 da OIT.
O Ministério Público Federal recomendou que o governo não utilize força policial contra a ocupação, defendendo solução pacífica, respeito à decisão judicial e observância dos direitos humanos e constitucionais, destacando que repressão poderia gerar escalada de violência e colocar em risco populações vulneráveis, incluindo mulheres, idosos e crianças.
Entidades de defesa dos povos indígenas e movimentos sociais manifestam apoio à mobilização, argumentando que a privatização e a dragagem representam ameaça ao território, à cultura e à existência dos povos do Tapajós.
No dia 07 de fevereiro o Governo Federal suspendeu o decreto, contudo, movimentos sociais e indígenas seguem defendendo a revogação do decreto e a garantia de consulta e consentimento dos povos indígenas em decisões que impactem seus territórios.
