No Banco da Amazônia, com as mais recentes medidas de reestruturação/transformação de várias unidades em “agências de negócios”, isso somado a um efetivo reduzido e um suporte tecnológico precário, a agência “Belém Pedreira” tornou-se piloto de diversas atividades do Banco. Atualmente a unidade centraliza os pagamentos das agências de Belém e da Matriz, assumindo a responsabilidade pelos pagamentos de demandas judiciais e de cobrança. É a única agência de Belém que ainda possui trabalhadores no caixa, atendendo a um número elevado de correntistas que, diante de vários problemas tecnológicos, inevitavelmente, recorrem ao atendimento presencial e personalizado.
Um exemplo do descaso é o limite de encaixe
A agência “Belém Pedreira” absorveu as demandas e serviços das agências “Belém Centro” e “Belém Reduto”, e os parâmetros não foram ajustados, culminando em grande transtorno ao processo de trabalho. Como se não bastasse, a agência “Belém Pedreira” foi designada como Comitê de Crédito de outras unidades, sem condições para isso, obrigando seus empregados a autorizarem operações sem o tempo e os recursos mínimos necessários de verificação.
Desde janeiro, a agência, sequer, possui um gerente titular, o que fragiliza ainda mais a gestão local. Além disso, a cada dia, o contingente de trabalhadores da unidade diminui, pois muitos são transferidos para a Matriz sem que os serviços por eles realizados sejam extintos.
No contexto do “Transformação”, a agência “Belém Pedreira” ficou com menos funcionários, mais trabalho e processos ainda mais comprometidos:
- Concentraram os caixas;
- Centralizaram os pagamentos em uma única unidade;
- Reduziram o quadro;
- Não forneceram sistemas de apoio;
- Em vez de melhorar, precarizaram ainda mais as condições de trabalho.
Com o aumento da exploração e, consequentemente, do adoecimento da categoria, o que ocorre com na agência é resultado de uma reestruturação conduzida por quem repete fórmulas abstratas, de costas para a realidade dos empregados.
A realidade vivida hoje na “Belém Pedreira” não é um problema isolado, é um retrato da forma como a direção do Banco trata seus trabalhadores, sobrecarregando-os sem dar condições mínimas de trabalho e atendimento digno à população.
Não podemos aceitar que a saúde, qualidade de vida e trabalho dos empregados do BASA sejam sacrificadas em nome de experimentos administrativos desumanos que só trazem sobrecarga e sofrimento.
Só a mobilização coletiva pode transformar de verdade o Banco. Reestruturações vindo de consultorias sulistas e de gestores que não conhecem a instituição, nem a Região, não resolverão nossos problemas.
Vamos juntos defender melhores condições de trabalho, valorização dos empregados e um Banco que respeite quem, de fato, sustenta sua existência: seus trabalhadores. É hora de nos unirmos, denunciarmos e reivindicarmos respeito, exigimos tratamento digno!
