Para o secretário-geral da Contraf-Cut, Marcel Barros, a proposta da Federação Brasileira dos Bancos (FEBRABAN) sobre correspondentes quer passar por cima das atuais leis, abrindo uma brecha para que as instituições bancárias possam precarizar os direitos trabalhistas. A FEBRABAN encaminhou na semana passada proposta ao Banco Central que visa a evitar que estabelecimentos comerciais que recebem contas e ofertam crédito sejam consideradas instituições financeiras, além de considerar que os funcionários dessas instituições não devem ter os mesmos direitos dos bancários.
Questionado sobre um cenário onde o FEBRABAN tenha suas propostas contempladas, Barros garantiu que a Contraf-Cut irá mostrar ao Banco Central seu posicionamento. "Primeiro que, quem trabalha dentro de banco e estabelecimento de crédito não é correspondente bancário, e sim, bancário. É mais uma manobra para empurrar as filas que eles não querem das agências bancárias, se desviando do peso dos direitos dos trabalhadores fora das agências", pontuou.
Fonte: Sindicato dos Bancários do Pará e Amapá
